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Nova Zelândia lança bola de espelhos no espaço e você pode vê-la da Terra

Um foguete lançado da Nova Zelândia no início desta semana levou um objeto surpreendente em órbita, uma grande bola reflexiva que será visível a olho nu na Terra na maior parte de 2018.

Chamada de Humanity Star, foi lançada pela empresa americana Rocket Lab no domingo a bordo do seu foguete Electron, que foi lançado da Península de Mahia na Ilha do Norte da Nova Zelândia.

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O foguete levou consigo três cubos, pequenos satélites que serão utilizados para pesquisa, colocados em uma órbita quase polar. Após o lançamento, a empresa também revelou uma carga secreta que estava a bordo – a Humanity Star. Está orbitando a Terra uma vez a cada 90 minutos, a uma altura entre 293 e 521 quilômetros. O objeto tem cerca de 1 metro de diâmetro e tem 65 painéis altamente reflexivos feitos de fibra de carbono.

“A humanidade é finita, e nós não estaremos aqui para sempre”, disse Peter Beck, o fundador da empresa. “No entanto, diante dessa insignificância quase inconcebível, a humanidade é capaz de coisas gentis. A Estrela da Humanidade é para nos lembrar disso”, concluiu ele.

Nesse site, você pode rastrear a órbita da Humanity Star, permitindo que você a observe no céu noturno. Não está claro o quão brilhante o objeto aparecerá ainda, embora Beck tenha sugerido que será comparável a um satélite Iridium – flashes causados pelos painéis solares dos satélites.

Isso pode ser motivo de preocupação para os astrônomos, que historicamente se opuseram a projetos como este, o que pode interferir nas observações. No ano passado, um grupo de cientistas russos lançou um objeto semelhante chamado Mayak, embora pareça não ter dado muito certo.

A Rocket Lab disse que a órbita da Estrela da Humanidade se degradaria em cerca de nove meses, quando voltará a entrar na atmosfera. Se permanecer por tanto tempo, será visível em todo o mundo, pois sua órbita polar irá ocupar a maioria dos locais. [IFLS]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.