Planetas

Nova foto em alta resolução mostra objeto a 6 bilhões de quilômetros

As maravilhas – e os mistérios – do objeto Ultima Thule continuam a se multiplicar à medida que a nave espacial New Horizons, da NASA, lança novas imagens. Esta imagem, tirada durante o histórico voo do dia 1 de janeiro é a visão mais clara deste notável e antigo objeto nos confins do sistema solar.

Obtida com o componente Multicolor Visible Imaging Camera (MVIC) da New Horizons, essa imagem foi registrada quando o Ultima estava a 6.700 quilômetros da espaçonave. Com uma resolução original de 135 metros por pixel, a imagem foi armazenada na memória de dados da espaçonave e transmitida para a Terra em 18 e 19 de janeiro. Os cientistas, então, afiaram a imagem para melhorar detalhes finos.

A iluminação vista na foto revela novos detalhes topográficos ao longo do limite dia/noite. Esses detalhes incluem pequenos poços de até 0,7 km de diâmetro. A grande característica circular, com cerca de 4 quilômetros de diâmetro, no menor dos dois lóbulos do objeto, também parece ser uma profunda depressão. Não está claro se esses poços são crateras de impacto ou características resultantes de outros processos.

Ambos os lóbulos, também mostram muitos padrões intrigantes de luz e escuridão de origem desconhecida, que podem revelar pistas sobre como este corpo surgiu durante a formação do sistema solar há 4,5 bilhões de anos. Um dos mais notáveis ​​é aquele “colarinho” brilhante que separa os dois lóbulos.

“Esta nova imagem está começando a revelar diferenças no caráter geológico dos dois lóbulos de Ultima Thule, e também está nos apresentando novos mistérios”, disse Alan Stern, do Southwest Research Institute em Boulder, no Colorado.

A New Horizons está a aproximadamente 6,34 bilhões de quilômetros da Terra, operando normalmente e se afastando do Sol. A essa distância, um sinal de rádio chega à Terra em seis horas e nove minutos depois de deixar a espaçonave. [NASA]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.