Galáxias

Mais uma galáxia está em rota de colisão com a Via Láctea

A Via Láctea vai colidir com sua galáxia vizinha, Andrômeda, em torno de 4 bilhões de anos. Esta fusão irá mudar dramaticamente as duas galáxias. Mas os pesquisadores acham que antes disso acontecerá outra fusão com a Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia-satélite da nossa galáxia.

A Via Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães na parte inferior direta da imagem.

A Grande Nuvem de Magalhães (LMC) é uma das maiores e mais próximas das galáxias anãs que cercam a Via Láctea. Está localizado a 163.000 anos-luz de distância e entrou em nossas redondezas há 1,5 bilhão de anos. As pessoas pensaram por muito tempo que ele ou continuaria orbitando nossa galáxia ou poderia até escapar da gravidade, já que ela se move muito rápido. Mas recentemente descobrimos que tem muito mais matéria escura do que o esperado e seu destino mudou drasticamente.

Espera-se agora que, em cerca de 2,4 bilhões de anos, ela atinja a Via Láctea. Não vai devastar completamente a galáxia, mas fará mudanças substanciais. Os cientistas esperam que o Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, receba um influxo de material intenso. Isso aumentará sua massa significativamente.

A pergunta óbvia é: isso afetará o sistema solar?

“Há uma pequena chance de que não escapemos ilesos da colisão entre as duas galáxias, o que poderia nos tirar da Via Láctea e para o espaço sem rumo”, disse Marius Cautun, da Universidade de Durham. A equipe de cientistas acham que o cenário é improvável, já que apenas poucas das estrelas localizadas na região onde o Sol está correm risco de colisão umas com as outras.

Enfim, a essa altura nosso Sol já vai ter aumentando de tamanho e chegado mais perto da Terra, afinal, nós sabemos que quando o combustível dele acabar, ele inchará gradualmente até engolir os planetas do sistema solar interior. Não precisamos esquentar a cabeça com isso, por enquanto. [IFLS]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.