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Divulgada imagem inédita da superfície de um cometa

Em 30 de setembro de 2016, a Sonda Rosetta concluiu sua missão em pouso forçado no Cometa 67P Churyumov-Gerasimenko (abreviação de 67P). A sonda estudou o cometa por mais de dois anos, até os seus momentos finais, e desde então os pesquisadores, com a ajuda de colaboradores, lançaram imagens incríveis de 67P. A mais recente oferece outra visão de tirar o fôlego que realmente faz você se sentir como se estivesse lá.

A imagem é um dos primeiros clicks tirados de 67P. A região foi fotografada em 22 de setembro de 2014, apenas um mês e meio depois que a sonda da Agência Espacial Europeia começou a orbitar o cometa. A imagem foi selecionada e processada por Jacint Roger Perez, da Espanha, usando três imagens da câmera OSIRIS da espaçonave.

No primeiro plano da imagem, vemos a região conhecida como Seth, uma das 26 regiões distintas com nomes de divindades egípcias. Ela está localizada no maior dos dois lóbulos do cometa e está cheia de material quebradiço. Seth declina suavemente para a região Hapi no ‘pescoço’ do cometa.

O fundo da imagem mostra as regiões de Babi e Aker e logo abaixo, o penhasco de Aswan, um precipício de 134 metros de altura que separa as regiões de Seth e Hapi. Uma observação em agosto de 2015 revelou que parte do penhasco havia desmoronado quando o cometa se aproximava do seu periélio – o ponto em sua órbita de seis anos, onde ele está mais próximo do Sol. Durante esse tempo, a atividade na superfície do cometa aumenta, o que pode alterar significativamente o terreno do mundo minúsculo.

Rosetta entregou um pequeno módulo a 67P, chamado Philae, o primeiro objeto feito pelo homem a pousar em um cometa. A missão têm sido uma das mais bem sucedidas na história da exploração espacial e expandiu significativamente nossa compreensão dos corpos cometários no Sistema Solar. [IFLS]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.