Exoplanetas

Cientistas acabaram de enviar uma mensagem para extraterrestres

Um grupo de cientistas revelou que enviaram uma mensagem detalhada para um planeta próximo com a esperança de entrar em contato com vida extraterrestre – e esperam enviar outra em breve. O projeto, chamado Sónar Calling GJ273b, foi liderado pela organização Sónar, que buscou a ajuda do METI International (Messaging Extraterrestrial Intelligence) e do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha (IEEC).

Nos dias 16, 17 e 18 de outubro deste ano, o grupo enviou um lote de transmissões usando a antena EISCAT (European Incoherent SCATter Scientific Association) em Tromsø, Noruega. Essas transmissões foram anunciadas pela primeira vez hoje.

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As mensagens foram enviadas para o exoplaneta GJ 273b, uma super-Terra com cerca de 2,9 vezes o tamanho do nosso planeta que orbita na zona habitável da sua estrela. A estrela é conhecida como Luyten’s Star, ou GJ 273, uma anã vermelha localizada a cerca de 12,4 anos-luz da Terra. Se houver alguém lá, poderíamos esperar uma resposta em cerca de 25 anos.

“Nós selecionamos a estrela de Luyten, também conhecida como GJ273, porque é a estrela mais próxima que é visível do hemisfério norte que é conhecida por ter um exoplaneta potencialmente habitável em órbita”, disse Douglas Vakoch, presidente do METI.

Estas são as primeiras mensagens interestelares já enviadas pelo METI, mas o anúncio de hoje vem em um aniversário importante. Quarenta e três anos atrás, a famosa Mensagem de Arecibo foi enviada para o aglomerado globular M13, a 25 mil anos-luz da Terra, na esperança de entrar em contato. Uma resposta de qualquer civilização demoraria 50 mil anos – então esta última iniciativa tem como objetivo acelerar um pouco a possível resposta.

“Este projeto testa a Hipótese do Jardim Zoológico, que diz que talvez as civilizações extraterrestres estejam muito mais próximas do que imaginávamos, talvez mesmo em torno das estrelas mais próximas, mas estão nos observando como observamos animais no zoológico”, disse Vakoch. “No cenário mais realista de que a vida inteligente é rara na galáxia, talvez precisemos sinalizar mil ou um milhão de estrelas antes de termos uma resposta”, concluiu ele. [IFLS]

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