Astrônomos dizem que centenas de asteroides desapareceram

Nós realmente precisamos ter certeza de que estamos rastreando tudo. Assim, em um artigo disponível no arXiv, de uma equipe de astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian em Massachusetts, talvez seja motivo de preocupação. Eles dizem que perdemos centenas de asteroides encontrados nos últimos anos, mas que nem tudo são más notícias.

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O estudo analisa o número de asteroides detectados pela Página de Confirmação de Objetos Próximos à Terra do Minor Planet Center (NEOCP) entre 2013 e 2016. No total, cerca de 17.000 asteroides próximos da Terra (NEAs) foram encontrados. O que mais preocupa, porém, é que mais de 900 foram vistos uma vez e nunca mais foram vistos em outras pesquisas do céu noturno. E se quisermos ficar de olho em todos os asteroides, precisamos realmente diminuir esse número.

A razão pela qual tantos se perderam é a natureza em que são rastreados. Se uma pesquisa detectar um, pode levar horas até que a descoberta seja anunciada ou até que outro telescópio ou pesquisa esteja disponível. Nesse tempo, o asteroide poderia ter viajado pelo céu saindo fora de vista. Com apenas um avistamento, a órbita não pode ser rastreada – você realmente precisa de quatro ou mais.

Existem outros fatores também. Uma é que o asteroide pode simplesmente estar se movendo muito rápido para ser rastreado, ou que está muito escuro. O mau tempo também pode dificultar as observações, assim como o brilho da Lua em raras ocasiões.

Mas cadê a boa notícia? Bem, o principal autor do estudo, Peter Vereš, disse que os maiores asteroides que poderiam destruir a Terra estão “basicamente todos em vista”. Estes possuem mais de um quilômetro de tamanho, então não há necessidade de pânico demais ainda.

Claro, um asteroide menor como o meteoro de Chelyabinsk sobre a Rússia em 2013 passa por aqui às vezes. E realmente precisamos melhorar o rastreamento de asteroides de todas as formas e tamanhos, mas não sabemos de nenhuma rocha considerável que nos atingirá no próximo século. Ainda assim, vale a pena ficar de olho. [IFLS]

Natural de Conceição do Coité, na Bahia, estudante de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, trabalha com divulgação científica na internet e é o fundador do projeto Mistérios do Espaço.

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