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A verdade sobre a colisão do asteroide FT3 em outubro

Durante um entrevista especial em um canal de TV dos EUA para o Asteroid Day – dia criado para conscientizar a população para os perigos dos asteroides -, um geólogo acabou citando a possibilidade de impacto do asteroide FT3, que possui 340 metros de diâmetro e passará ligeiramente próximo a Terra no mês de outubro deste ano. Isso foi suficiente para diversos portais internacionais e brasileiros divulgarem notícias alarmantes sobre esta rocha potencialmente perigosa. Mas há algo com que se preocupar?

Concepção artística de um impacto de asteroide. (Créditos: Reprodução)

Descoberto em 2007, o FT3 ganhou os holofotes por ser consideravelmente grande e massivo. O asteroide possui além dos seus 340 metros de diâmetro, uma massa de 55 milhões de toneladas e 165 aproximações com a Terra entre os anos 2019 e 2116. A NASA listou este asteroide no seu portal NEOs (Near Earth Object), um programa da agência visado para encontrar rochas como essa que podem ser potencialmente perigosas para o nosso planeta.

Se este asteroide atingisse a Terra, no ponto de entrada atmosférica, a rocha atingiria o planeta a 20,37 km/s ou mais de 45.500 km/h. A força do impacto provavelmente seria igual a 2.700 megatons de TNT ou 2.700.000.000 de toneladas de TNT. para efeito de comparação, a bomba nuclear lançada Hiroshima em 1945, na Segunda Guerra Mundial, estava na faixa de 13 a 18 quilotons – 13.000 a 18.000 toneladas de TNT.

Apesar de todas essas características amedrontadoras, não precisamos nos preocupar.  A própria agência diz que a chance de impacto do FT3 com nosso planeta é de 0.0000092%, ou 1 em 11 milhões. A próxima passagem, no entanto, será em 2024 com chance de nos atingir de 1 em 13 milhões – ou seja, sem maiores preocupações.

No entanto, apesar das boas notícias, nunca devemos abaixar a guarda quanto a esses objetos. O sistema solar está infestado com deles, uma hora ou outra pode se encontrar algum asteroide com chances reais de nos atingir e é bom que cientistas em todo mundo tenham alguma forma de deter esses perigos espaciais. Felizmente, a própria NASA possui programas para essa finalidade, como é o caso do já citado NEOs.

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