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Sonda fotografa “dragão” na superfície de Marte

A câmera de alta resolução HiRISE a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA descobriu um “dragão” escondido em parte do sistema do Grand Canyon de Marte, que se estende ao longo do equador do planeta.

O “dragão” na superfície de Marte. (Créditos: NASA/JPL)

Projetado e operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, a HiRISE é a câmera mais poderosa já enviada para outro planeta. Com uma capacidade de alta resolução de até 30 centímetros por pixel, a câmera envia dados desde 2006 e cobriu mais de 2,4% da superfície marciana. Uma área fotografada repetidamente é Melas Chasma – o segmento mais amplo do sistema de canyon do planeta.

Uma imagem tirada a 258 quilômetros acima do sudoeste de Melas Chasma, em 2007, revelou uma parte da rocha marciana e do desfiladeiro que parece ter formado um “dragão”. Na figura, o chão marrom claro do cânion está repleto de depósitos irregulares, que variam em tamanho entre 100 e 500 metros de diâmetro.

Algumas partes do terreno têm bordas angulares e podem ser muito alongadas, o que, de acordo com Cathy Weitz, da Universidade do Arizona, é uma evidência de deformação dúctil. Em vez de quebrar, as rochas foram moldadas, provavelmente a partir de um fluxo de água ou por uma ruptura tectônica após se situar no fundo do cânion.

Veja se você consegue identificar o “dragão” na imagem original de Melas Chasma. (Créditos: NASA/JPL)

De fato, como o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA escreveu em 2017, “há evidências de ação da água e do vento como modos de formação de muitos dos depósitos” em Melas Chasma. As ondulações que você pode ver na matriz mais escura ao redor do “dragão” são devidas ao vento.

A distribuição dos blocos, observada apenas ao longo do fundo do cânion e em outros vales, sugere ainda que “eles foram depositados ou foram expostos à erosão” do vento ou da água. [IFLS]

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