Sonda da NASA irá estudar região desconhecida da atmosfera da Terra

A NASA planeja estudar uma porção pouco conhecida da atmosfera da Terra este ano, lançando duas naves espaciais que monitorizarão a forma como nossa ionosfera interage com o espaço.

A primeira das duas missões é chamada GOLD (Global-scale Observations of the Limb and Disk), que será lançada no dia 25 de janeiro em um foguete Ariane 5 de Kourou, na Guiana Francesa. E no final deste ano, a segunda parte da missão – o Ionospheric Connection Explorer (ICON) – será lançada.

extra_large-1515163573-cover-image

O plano é estudar como o vento solar e o outro clima espacial interagem com a atmosfera superior da Terra, a ionosfera e a temperatura, a uma altitude de cerca de 97 quilômetros. Esta região está em constante fluxo, pois é empurrada e puxada por condições na Terra e no espaço.

“Há enormes esforços de estudos científicos associados em ambas as missões”, disse Sarah Jones, cientista da missão GOLD no Goddard Space Flight Center da NASA. “Nós já temos modelos que são preenchidos com uma ciência realmente boa, mas essas novas medidas levarão a uma melhor compreensão da física nos estudos”, concluiu ela.

A GOLD será colocada em uma órbita geoestacionária a 35 mil quilômetros acima da superfície da Terra. De lá terá uma visão contínua da Terra e sua atmosfera externa. Obterá uma visão completa da ionosfera e da atmosfera superior a cada meia hora, dando-nos medições em larga escala da região.

Então, a ICON será lançada para obter uma visão mais próxima. Em órbita a uma altitude de 565 quilômetros, ICON passará repetidamente pelo campo de visão da GOLD, para que seus dados possam se sobrepor.

Espera-se que as missões nos ajudem a ver como os furacões e as tempestades geomagnéticas afetam a atmosfera superior, além do vento solar. Os cientistas também estão interessados em ver o efeito de El Niño também, enquanto os ciclones tropicais também podem causar algumas mudanças.

Agora, graças a esta missão, vamos descobrir como o clima terrestre e espacial pode moldar a nossa atmosfera superior. [IFLS]

Natural de Conceição do Coité, na Bahia, estudante de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, trabalha com divulgação científica na internet e é o fundador do projeto Mistérios do Espaço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *