Satélite europeu desvia de objeto desconhecido no espaço

Um satélite europeu teve que ser movido na segunda-feira, 9 de julho, quando um pedaço de detritos espaciais chegou um pouco perto demais.

A espaçonave CryoSat-2, que orbita a uma altura de 700 quilômetros e viaja a 27.000 quilômetros por hora, teve 1 chance de 10.000 de colidir com um objeto desconhecido. Então, para evitá-lo, os engenheiros dispararam os impulsores no satélite, garantindo que passasse 120 metros acima dos pedaços de detritos.

O Cryosat-2 foi lançado em 2010.

O Cryosat-2 foi lançado em 2010.

“O objeto desconhecido estava se aproximando por trás e por baixo do CryoSat, então os engenheiros de operações da espaçonave enviaram os comandos, o CryoSat 2 disparou seus propulsores e passou em segurança a 120 metros dele”, disse a ESA no Twitter.

A ESA notou que esta foi a segunda vez este ano que o CryoSat-2 teve que evitar detritos espaciais. E agora, a equipe realizará outra manobra amanhã para colocar a espaçonave novamente em sua órbita original.

O CryoSat-2 é uma missão de observação da Terra, encarregada de medir a espessura do gelo polar e monitorar as mudanças nas camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida. O primeiro satélite do programa foi perdido durante uma falha de lançamento em 2005, o que significa que o CryoSat-2 é tecnicamente o primeiro satélite nesta missão, apesar do nome.

Este último incidente destaca o problema do lixo espacial. Na semana passada, um relatório da ESA descobriu que quase 20 mil pedaços de lixo espacial estavam orbitando o planeta, com uma massa combinada de 8.135 toneladas. Isso forçou os engenheiros a procurar maneiras de remover o lixo espacial.

Uma maneira óbvia é garantir que os satélites sejam direcionados para se queimarem na atmosfera no final de sua vida. Mas para aqueles que perdem contato com o solo, ou peças menores que não podem ser controladas, há vários métodos de remoção sendo testados, incluindo uma rede ou um arpão.

Até mesmo a Estação Espacial Internacional (ISS) tem que ser movida para evitar detritos. E houve algumas colisões entre satélites e detritos no passado – embora felizmente para o CryoSat-2, este não era um deles. [IFLS]

Natural de Conceição do Coité, na Bahia, estudante de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, trabalha com divulgação científica na internet e é o fundador do projeto Mistérios do Espaço.

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