Pedaços de cometa ficarão visíveis no amanhecer desta quinta-feira

Preparem-se porque o céu noturno está previsto para formar um show, quando os restos brilhantes verdes de um cometa passar pela Terra. Descoberto pela primeira vez em setembro de 2017, o PanSTARRS C/2017 S3 é um corpo gelado caindo em direção ao Sol a partir da nuvem de Oort do Sistema Solar externo. Começou a se desintegrar à medida que se aproximava do Sol este ano, um processo que foi acelerado por duas dramáticas explosões no mês passado.

No entanto, a nuvem de poeira maciça de seus detritos – estima-se que seja pelo menos duas vezes o tamanho de Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar – continua em uma trajetória que vai deixá-lo dentro de 113,3 milhões de quilômetros da Terra na madrugada desta quinta-feira.

O cometa estará próximo a estrela Pollux (direção Leste) ao amanhecer (por volta das 4h45min) para quem mora no hemisfério sul. Apesar da fácil localização, baixe aplicativos como o Carta Celeste para ajudar na busca pela estrela que é o ponto de referência para encontrar o cometa.

Quando o cometa se aproxima do Sol, o cometa aquece e o brilho é intensificado. Depois desta semana, ele começará a desaparecer de nossa visão. O periélio do corpo celeste – o ponto em sua órbita que está mais próximo do Sol – é esperado em 16 de agosto, quando o que restar dele estará mais próximo do Sol do que Mercúrio.

O especialista em cometas Michael Jäger disse que inicialmente esperava-se que o C/2017 S3 fosse visível a olho nu, mas que seu colapso subsequente reduziu significativamente seu brilho.

O cometa é agora um objeto de magnitude 9 – uma classificação que significa que ainda é visível com telescópios comuns e binóculos de maior potência. Felizmente, se você não tiver telescópio para ver o C/2017 S3, a chuva de meteoros Perseidas acontecerá a olho nu entre os dias 11 e 13 de agosto, prometendo até 60 meteoros por hora. [IFLS]

Natural de Conceição do Coité, na Bahia, estudante de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, trabalha com divulgação científica na internet e é o fundador do projeto Mistérios do Espaço.

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