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NASA diz que 2018 foi o quarto ano mais quente da história

A temperatura da superfície terrestre em 2018 foi a quarta mais quente desde 1880, de acordo com análises independentes da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Os estados revelam que 2018 conseguiu alcançar 0,83 °C mais quentes do que a média de 1951 a 1980. Os últimos cinco anos são, dessa forma, os anos mais quentes da história moderna.

Desde a década de 1880, a temperatura média da superfície global subiu cerca de 1°C. Esse aquecimento foi impulsionado em grande parte pelo aumento das emissões de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito estufa causados ​​principalmente por atividades humanas. A tendência de aquecimento a longo prazo da Terra pode ser vista nesta visualização do registro de temperatura global da NASA, que mostra como as temperaturas do planeta estão mudando ao longo do tempo, comparado a uma média de referência de 1951 a 1980.

As tendências de aquecimento são mais fortes na região do Ártico, onde em 2018 viu a contínua perda de gelo marinho. Além disso, a perda de massa das calotas de gelo da Groenlândia e da Antártida continuou a contribuir para o aumento do nível do mar. O aumento das temperaturas também pode contribuir para temporadas de queimadas mais longas e alguns eventos climáticos extremos.

“Os impactos do aquecimento global de longo prazo já estão sendo sentidos – em inundações costeiras, ondas de calor, precipitação intensa e mudanças nos ecossistemas”, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA.

As análises de temperatura da agência incorporam medições da superfície feitas por 6.300 estações meteorológicas, incluindo navios e boias que medem as temperaturas da superfície do mar, além de medições em estações de pesquisa da Antártida. Os resultados são obtidos usando um algoritmo que considera o espaçamento variado de estações de temperatura ao redor do globo e os efeitos das ilhas de calor urbanas que poderiam distorcer os resultados.

Como as localizações das estações meteorológicas e as práticas de medição mudam com o tempo, a interpretação de diferenças de temperatura médias globais ano a ano específicas podem ser um pouco incertas. Levando isso em conta, a NASA estima que a mudança média global de 2018 seja um nível de certeza de 95%.

Essas novas estatísticas só reforçam ainda mais as evidências para o aquecimento global, e negá-lo é desconsiderar a realidade. Nosso planeta está aquecendo, e em um futuro não muito distante estaremos vendo um clima ainda mais extremo – desde fortes secas à quedas de temperaturas nunca antes vistas. [NASA]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.