Descoberto planeta com campo magnético poderoso

Um planeta errante foi detectado a cerca de 20 anos-luz da Terra. Embora tenhamos detectado mundos como este antes, esta é a primeira vez que um objeto de massa planetária foi localizado além do nosso Sistema Solar usando um radiotelescópio, o Very Large Array (VLA) no Novo México.

Mas o que diabos é um planeta errante? É simplesmente um planeta sem uma estrela. Um estudo de 2017 concluiu que provavelmente há cerca de um desses corpos para cada quatro estrelas na Via Látea. Muitos deles parecem ser gigantes gasosos, e alguns são tão grandes que sua massa se mantém entre a de Júpiter e pequenas estrelas.

Ao contrário de seus quase irmãos estelares, esses gigantes não são suficientemente grandes para uma fusão nuclear descontrolada de hidrogênio e hélio. Como tal, eles permanecem quase estrelas e são chamados de “anãs marrons”. Esse novo mundo errante tem uma temperatura superficial de em torno de 825 °C.

Chamado de SIMP J01365663+0933473, este planeta foi visto pela primeira vez usando o VLA em 2016. Foi pensado inicialmente para ser tanto massivo quanto antigo, mas uma equipe de pesquisa separada re-verificou os dados em 2017 e encontrou algo notável.

Não só era extremamente jovem – com 200 milhões de anos, comparado com os habituais bilhões – mas nem de longe tão grande quanto outras anãs marrons. Com 12,7 vezes a massa de Júpiter, quase o coloca no limite de um gigante gasoso e uma anã marrom.

A esse respeito, é um pouco pequeno, mas o que falta em massa compensa com seu campo magnético. Nosso próprio mundo recebe seu campo magnético graças à turbulência e convecção no núcleo externo líquido rico em ferro. Júpiter tem um campo magnético 20.000 vezes mais forte que o da Terra. Na falta de uma camada de núcleo de ferro líquido, ele gera seu campo usando hidrogênio, que no fundo do mundo nebuloso está em uma forma metálica altamente comprimida.

O novo estudo, liderado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, descobriu que o campo magnético do próprio SIMP J01365663+0933473 é 200 vezes mais forte que o de Júpiter. E é potencialmente gerado pelo movimento de partículas carregadas em algum lugar dentro de suas camadas nebulosas, semelhante a como o Sol recebe seu próprio campo magnético. [IFLS]

Natural de Conceição do Coité, na Bahia, estudante de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, trabalha com divulgação científica na internet e é o fundador do projeto Mistérios do Espaço.

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