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Telescópio Espacial James Webb foi montado com sucesso

O desenvolvimento do Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi cercado por atrasos desde o início do projeto, em 1996. Mas um marco importante aproximou o final: a gloriosa máquina acaba de ser totalmente montada pela primeira vez. O observatório espacial está na fábrica da empresa de tecnologia aeroespacial Northrop Grumman, na Califórnia, e eles acabaram de montar com sucesso as duas metades do JWST – os espelhos, o protetor solar e a espaçonave como um todo.

(Créditos: NASA/Chris Gunn)

“A montagem do telescópio e seus instrumentos científicos, o filtro solar e a espaçonave em um observatório representam uma conquista incrível para toda a equipe da Webb”, disse o gerente do projeto de Webb, Bill Ochs, do Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA. “Este marco simboliza os esforços de milhares de indivíduos dedicados por mais de 20 anos através da NASA, da Agência Espacial Europeia, da Agência Espacial Canadense, da Northrop Grumman e do resto de nossos parceiros industriais e acadêmicos”, concluiu.

O JWST é o tão esperado sucessor do Telescópio Espacial Hubble, e seu lançamento foi adiado várias vezes, devido a razões orçamentárias e desafios técnicos. O Hubble, lançado em 1990, está ficando sem tempo. Sua última missão de serviço foi em 2009, desde então, suas partes começaram a falhar – o Hubble já perdeu três de seus seis giroscópios. No entanto, o observatório pode durar mais uma década ou duas, se tivermos muita sorte.

O JWST está agora previsto para um lançamento em março de 2021, e parece estar bastante dentro do cronograma. E definitivamente há espaço nos céus para ambos os telescópios. O espelho de Webb tem 6,5 metros de diâmetro comparado ao espelho de 2,4 metros do Hubble.

(Créditos: NASA/Chris Gunn)

Além disso, o telescópio Webb observará os céus em comprimentos de onda diferentes e mais longos, do visível ao infravermelho médio. As capacidades do Hubble variam de ultravioleta a infravermelho próximo – assim, Webb será capaz de explorar distâncias maiores, como as galáxias do Universo primordial, que são invisíveis para o Hubble.

O Webb também precisará ser mantido a uma temperatura operacional muito fria, a fim de observar os comprimentos de onda do infravermelho médio, já que a radiação infravermelha térmica pode interferir com o sinal – é para isso que serve o complexo protetor solar de cinco camadas.

No entanto, o trabalho ainda não acabou. O próximo passo para a equipe Webb será implantar totalmente este protetor solar. Esta é a parte que teve problemas técnicos em 2017 – várias deformações foram descobertas nas folhas de poliimida revestidas de silício e alumínio, atribuídas a um “erro de acabamento”.

O filtro protetor solar já foi testado individualmente, assim como todos os outros componentes. Agora, o objetivo é ver se eles funcionam como planejado no telescópio totalmente montado, com uma bateria completa de testes de implantação e ambientais.

“Este é um momento emocionante para ver todas as partes de Webb finalmente unidas em um único observatório pela primeira vez”, disse o diretor do programa de Webb, Gregory Robinson, do QG da NASA. “A equipe de engenharia realizou um enorme passo à frente e em breve poderemos ver incríveis novas visões do nosso incrível universo”, concluiu. [ScienceAlert]

Alexsandro Mota

Nordestino, um grande amante da astronomia e divulgador científico há quase uma década. Sou o criador do projeto Mistérios do Espaço e dedico meu tempo a tornar a astronomia mais acessível.