Planetas

NASA renomeia o objeto cósmico mais distante já visitado

Ultima Thule, o corpo cósmico mais distante já visitado por uma espaçonave, foi renomeado para Arrokoth, ou ‘céu’, na língua Powhatan do nativo americano, após uma reação às conotações nazistas do nome anterior.

A rocha gelada, que orbita no escuro e frígido Cinturão de Kuiper, a cerca de um bilhão de quilômetros além de Plutão, foi visitada pela nave espacial da NASA New Horizons em janeiro, com imagens mostrando que consistia em duas rochas presas na forma de um boneco de neve.

(Créditos: NASA)

Sua designação técnica é MU69 2014, mas a equipe da New Horizons o apelidou Ultima Thule, em referência a literatura européia clássica e medieval descrita como “além das fronteiras do mundo conhecido”. Esse nome provocou uma reação controversa por já ter sido usado por ocultistas alemães de extrema-direita no início do século 20. Os membros da Sociedade Thule fundaram um partido político que evoluiu para o partido nazista de Adolf Hitler, e o termo permanece popular nos círculos da extrema direita.

O novo nome oficial, escolhido pela equipe da New Horizons e ratificado pela União Astronômica Internacional, foi anunciado em uma cerimônia na sede da NASA na última terça-feira, 12/11.

“O nome ‘Arrokoth’ reflete a inspiração de olhar para o céu e pensar sobre as estrelas e os mundos além do nosso”, disse Alan Stern, pesquisador principal da missão New Horizons.

“Como somos os habitantes originais do que hoje é chamado de América do Norte, é apropriado que ‘descobertas’ sobre nossos céus, em nossa terra e em nossas águas recebam nomes indígenas”, disse Phoebe Farris, professora emérito de arte e design da Universidade de Purdue.

Arrokoth é um exemplo de um “objeto clássico frio” que permaneceu intacto desde que o Sistema Solar se formou cerca de 4,5 bilhões de anos atrás. Estudando o objeto e do que é feito, podemos descobrir como todo o Sistema Solar foi formado.

A sonda New Horizons está agora nas bordas externas do Cinturão de Kuiper, que se estende da órbita de Netuno, e se juntará à Voyager 1 e 2 além da esfera de influência do Sol e no espaço interestelar. [ScienceAlert]

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