Casa Branca lança estratégia contra asteroides perigosos

Durante anos, os cientistas estão expressando a sua preocupação sobre a forma como estamos despreparados para um potencial asteroide de nível de extinção.

Nós estamos ficando melhores do que nunca no monitoramento dessas rochas espaciais, entretanto, ainda só sabemos alguns dias ou semanas antes de algo está prestes a colidir com o nosso planeta. Felizmente, até agora, nada que vimos está em um curso de colisão.

 
Finalmente, a Casa Branca divulgou um plano detalhado, intitulado como “National Near-Earth Object Preparedness Strategy”, para se preparar para um evento como esse. O documento foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Interagencial para a Detecção e Mitigação de Impactos de Objetos Próximos à Terra (DAMIEN), e publicado no mês passado pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca.

Segundo o documento , o objetivo é “melhorar a preparação da nossa nação para tratar de riscos perto da Terra, reforçando a integração de grupos nacionais e internacionais existentes e adicionando capacidades importantes que atualmente não existem”.

Quando você considerar o fato de que nós não tivemos nenhum aviso antes do meteoro de 17 metros atingir Chelyabinsk, na Rússia em 2013, torna-se aparente como estamos realmente despreparados para um desses eventos.

O gráfico abaixo, tirado do documento da Casa Branca, mostra os asteroides conhecidos próximos da Terra (barras verdes), a estimativa atual de quantos estão lá fora (linha vermelha) e quanto mais temos que pesquisar (linha azul).

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A nova estratégia baseia-se no trabalho que a NASA já está fazendo para melhorar a detecção dessas rochas. Ela também foi dividida em sete objetivos principais no novo documento.

  1. Aumentar a capacidade de detecção, rastreamento e caracterização dos objetos;
  2. Desenvolver métodos para interrupção;
  3. Melhorar as previsões e integração de informações;
  4. Desenvolver procedimentos de emergência para cenários de impacto;
  5. Estabelecer procedimentos de resposta a impactos e recuperação;
  6. Alavancar e apoiar a cooperação internacional;
  7. Estabelecer protocolos de coordenação e comunicação e limiares para a tomada de medidas.

A boa notícia é que esses asteroides potencialmente perigosos têm menos de 1% chance de impactar a Terra nos próximos 100 anos. Portanto, não precisamos nos preocupar muito cedo. [ScienceAlert]

Sou natural de Conceição do Coité, na Bahia e atualmente trabalho com a divulgação científica na internet, principalmente nas páginas Universo Racionalista e Mistérios do Espaço.

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